A mitigação das alterações climáticas é o esforço para
reduzir ou prevenir a emissão de gases com efeito de estufa continua a ser o
maior desafio global à medida que avançamos para meados da década de 2020. Em
2026, a urgência de uma acção governamental decisiva exigirá a implementação
robusta e a expansão de mecanismos de política comprovados nos sectores da
energia, indústria, transportes e uso do solo. Uma acção climática eficaz
requer uma abordagem de portefólio, combinando mandatos regulatórios,
incentivos de mercado e investimento público directo. O
que se segue apresenta dez políticas públicas essenciais que provavelmente
constituirão a espinha dorsal das estratégias nacionais e internacionais de
mitigação climática num futuro próximo.
Mecanismos Centrais de Mitigação
A
primeira área essencial de política centra-se na fixação de preços do carbono.
A Política Um consiste na expansão e no reforço de Impostos sobre o Carbono a
nível nacional ou regional. Estes
impostos colocam directamente um custo sobre as emissões, incentivando mudanças
imediatas no comportamento industrial, como demonstrado com sucesso em
jurisdições como a Colúmbia Britânica. A Política Dois envolve
o fortalecimento dos Sistemas de Comércio de Emissões (Cap and Trade),
garantindo que as licenças atribuídas diminuem anualmente para cumprir metas
rigorosas de redução de emissões, criando assim um sinal de preço previsível
para investimentos de longo prazo, tal como acontece no Sistema de Comércio de
Emissões da União Europeia.
No sector energético, a Política Três consiste na
definição de um calendário agressivo para a eliminação progressiva das centrais
a carvão sem captura de carbono, apoiado por prazos vinculativos e mecanismos
financeiros para apoiar a transição laboral. Esta medida deve ser acompanhada
pela Política Quatro de tarifas feed-in (FITs) reforçadas ou processos de
licenciamento simplificados, especificamente concebidos para acelerar o
desenvolvimento de projectos de energia renovável em grande escala, como
parques solares e eólicos offshore, substituindo rapidamente a capacidade
fóssil desactivada.
No domínio dos transportes, a Política Cinco consiste na
implementação de um calendário obrigatório para a entrada em vigor das vendas
de veículos de emissões zero (ZEV), apoiado por um investimento público
substancial em infra-estruturas de carregamento a nível nacional. Esta
estratégia segue o exemplo de países como a Noruega, que impulsionaram com
sucesso a adopção rápida por parte dos consumidores. A Política Seis envolve a
definição de padrões de eficiência rigorosos para o transporte pesado e para o
transporte marítimo, exigindo frequentemente o desenvolvimento e a adopção de
combustíveis alternativos de baixo carbono, como hidrogénio verde ou
biocombustíveis sustentáveis.
Intervenções Industriais e de Uso
do Solo
Os esforços de mitigação devem também abranger os sectores
de difícil descarbonização. A Política Sete consiste na implementação de normas
de desempenho ou mandatos para a descarbonização industrial, particularmente
nos sectores do cimento, aço e produtos químicos. Isto exige frequentemente
mandatos de compras públicas que favoreçam materiais de baixo carbono, criando
procura inicial no mercado que é uma estratégia actualmente explorada na
legislação de infra-estruturas dos Estados Unidos.
O
uso do solo oferece soluções climáticas naturais significativas. A Política Oito consiste na adoção nacional de práticas
agrícolas sustentáveis através de subsídios e assistência técnica, com foco na sequestro
de carbono no solo, na redução das emissões de metano provenientes do gado e na
optimização do uso de fertilizantes. Esta abordagem
transforma a agricultura de uma fonte de emissões num sumidouro de carbono.
Políticas de Apoio e Capacitação
Para
garantir equidade e eficácia, várias políticas de apoio são fundamentais. A Política Nove centra-se em investimentos públicos
significativos e direccionados em investigação, desenvolvimento e demonstração
(RD&D) de tecnologias climáticas emergentes, como a captura directa de
carbono (DAC) e o armazenamento de energia de longa duração. O apoio
governamental reduz o risco destas tecnologias dispendiosas, permitindo a sua
expansão pelo sector privado numa fase posterior.
Por
fim, a Política Dez consiste no estabelecimento de Planos Nacionais de
Adaptação e Resiliência Climática, juridicamente vinculativos e transparentes,
que integrem os esforços de mitigação em todos os departamentos governamentais.
Isto garante que a política climática não é isolada, mas
incorporada no planeamento fiscal, no desenvolvimento de infra-estruturas e nas
decisões de ordenamento do território, proporcionando a estabilidade
regulatória necessária para o compromisso empresarial a longo prazo. Estas dez
políticas, actuando em conjunto, fornecem o impulso regulatório, o incentivo
financeiro e a base tecnológica necessários para alcançar progressos
significativos na mitigação climática em 2026 e nos anos seguintes.
Conclusão
A
transição para uma economia de baixo carbono até 2026 não ocorrerá de forma
passiva. Exige um conjunto deliberado e bem concebido de dez políticas públicas
integradas que abranjam a fixação de preços do carbono, o desenvolvimento
agressivo de energias renováveis, a transformação industrial, a gestão
sustentável do uso do solo e o apoio tecnológico crítico. Embora as formas legislativas específicas variem entre
países, os princípios subjacentes de tornar a poluição cara, incentivar
alternativas limpas e investir estrategicamente em soluções futuras permanecem
ferramentas universalmente eficazes para afastar as sociedades da catástrofe
climática e orientá-las para um futuro resiliente.
Bibliografia
- Programa
das Nações Unidas para o Ambiente. Relatório Global de Políticas
Climáticas 2026. PNUA, 2026.
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2026.
- Agência
Internacional de Energia. World Energy Outlook 2026. AIE, 2026.
- Ministério
do Ambiente da Noruega. Estratégia Nacional para Veículos de Emissões
Zero 2026. Oslo,
2026.
- Instituto
Global de CCS. Tecnologias Emergentes de Captura e Remoção de Carbono.
GCCSI,
2026.
- Organização
das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Agricultura
Sustentável e Resiliência Climática. FAO, 2026.
- Banco
Mundial. Financiamento Climático e Transição Energética: Perspetivas
2026. Banco
Mundial, 2026.
- World
Resources Institute. Planos Nacionais de Adaptação e Resiliência:
Avaliação Global. WRI, 2026.
- Departamento
de Energia dos EUA. Roteiro para a Descarbonização Industrial. DOE, 2026.
- Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. Síntese AR6: Caminhos de Mitigação. IPCC, 2026.
References:
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